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10/08/2016 - Paulo César Norões: Rejeição crescente

Donald Trump foge totalmente do perfil histórico dos candidatos a presidente dos Estados Unidos. Independentemente do viés ideológico, progressista ou conservador, os candidatos geralmente procuram aparentar equilíbrio e sensatez nos posicionamentos. Trump, ao contrário, se mostra especialista na arte de criar constrangimentos com suas posições ultraconservadoras, por vezes xenófobas. Mas há quem endosse seu discurso, tanto que ele conseguiu se tornar candidato. Há, porém, insatisfação crescente com sua candidatura. Inclusive dentro de casa. Cinquenta influentes membros do Partido Republicano divulgaram carta aberta afirmando que não votarão em Trump. Alertam que, eleito presidente, ele colocaria em risco a segurança e o bem-estar dos americanos.

Estranho no ninho

Sessão do Senado para decidir se Dilma Rousseff se tornaria ré no processo de impeachment, mostrou o paradoxo comportamental dos poderes Legislativo e Judiciário. Tentativa de senadores de fazer valer a "bagunça organizada" típica do Parlamento se chocava com o rigor regimental do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, a quem, por força constitucional, coube presidir a sessão.

Ordem na casa

É costume, em sessões polêmicas como a de ontem, parlamentares tentarem se impor no grito. Não raro, desrespeitam os ritos com questões de ordem intempestivas e outras artimanhas do gênero. Talvez por isso muitos estranharam a postura do presidente do STF, que não teve pudor de tolher as chicanas e até cortar o som de quem estourava o tempo.

Dificuldade

Complicado botar os deputados para trabalhar nesse "recesso branco" da Assembleia. Ontem, por exemplo, só 16 no plenário. Na tribuna, normalmente disputada, só quatro oradores. E o grande expediente, que deveria ir até 14h, às 11h já tinha se encerrado. A Rádio e TV Assembleia, que transmitem as sessões ao vivo, tiveram que se valer de reprises...

Discursos

Entre os deputados que usaram a tribuna, ontem, Osmar Baquit (PSD) fez um balanço de sua passagem pela Secretaria da Pesca, enquanto Ely Aguiar (PSDC) justificava a desistência de disputar a Prefeitura em favor do apoio a Roberto Cláudio. Dos deputados candidatos, Heitor Férrer e Tim Gomes também usaram a tribuna. Tim, inclusive, presidiu a sessão.

Democracia

Tudo bem que o Comitê Olímpico queira proteger a Olimpíada do chamado "marketing de emboscada", onde empresas se aproveitam da visibilidade do torneio para divulgar suas marcas sem pagar. Daí a querer tolher manifestações pacíficas de protesto - como, aliás, faz a Fifa também -, vai uma grande diferença. Fez bem o juiz federal que liberou os protestos.

"Temos a 10ª maior economia do mundo e o Banco Mundial prevê que seremos a quinta até 2016."

Henrique Meireles, em 2009, no anúncio da escolha do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada. Na época, o atual ministro da Fazenda era presidente do Banco Central. De lá para cá, como se sabe, muita coisa mudou...

Tem mais...

Inadmissível Não se pode mais tolerar pessoas que usam a internet para ameaçar ou denegrir a honra das pessoas. O que fizeram com a nadadora Joanna Maranhão na página dela nas redes sociais é um absurdo. Justiça neles!!!

Atuação Renan Calheiros não pôde presidir a sessão do Senado, mas não ficou parado. Nos bastidores, trabalhou para que senadores aliados desistissem de discursar para que a sessão não varasse a madrugada.

Membro Deputado federal André Figueiredo (PDT) é membro da Frente Parlamentar Mista pela Auditoria da Dívida Pública com Participação Popular.

Suprapartidária A Frente foi lançada ontem, na Câmara, e conta com parlamentares de perfil ideológico variado.

 Fonte: Diário do Nordeste

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