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10/08/2016 - “A lei é perversa com os pequenos”, diz Ely Aguiar ao justificar desistência de candidatura

Na primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa, após o encerramento do prazo de convenções para a homologação das candidaturas à eleição deste ano, o deputado Ely Aguiar (PSDC) explicou a razão de o PSDC não ter lançado candidatura própria e optar pelo apoio à reeleição do prefeito Roberto Cláudio à Prefeitura de Fortaleza.

“Faltou ao PSDC uma estrutura. Deve-se ter um contingente de pessoas nos bairros, periferia e não adianta entrar em uma aventura política”,argumentou.

Desvantagem
O parlamentar, que era o nome da legenda para a disputa pela Prefeitura de Fortaleza, afirmou que o partido é pequeno e parte com uma desvantagem muito grande porque não poderá participar nem mesmo dos debates promovidos pelas emissoras de televisão e rádio. Isso faz com que, segundo ele, os dirigentes fiquem desestimulados. Para Ely Aguiar, a lei é “perversa com os partidos pequenos”. “Nós vamos torcer é que tenhamos uma eleição em alto nível”, prometeu.

O deputado agradeceu o apoio dos colegas de imprensa, amigos e parte da população que o incentivou a concorrer as eleições municipais este ano. “Uma pesquisa me colocou com 6 pontos e as pessoas me incentivaram. Mas faltou a estrutura financeira”, lamentou.

Ficha Limpa
Ely Aguiar também expressou preocupação com a possibilidade de a Lei da Ficha Limpa se tornar inconstitucional. Segundo ele, a Lei, que entrou em vigor em 2010, está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal. “Apareceram votos dizendo que a lei é inconstitucional”, assinalou, defendendo que ministros deveriam ser escolhidos por carreira e não por indicação.

O deputado disse, ainda, que a lei atende a um clamor público no sentido de que se promova uma assepsia na política brasileira. “A política não é lugar de bandido. Bandido é na cadeia”, defendeu.

O deputado Heitor Férrer (PSB), candidato do PSB à prefeitura de Fortaleza, disse que a Lei da Ficha Limpa fica sob risco. “Mas o cidadão deve praticar o voto livre independente da Lei”. Ele lembrou que apresentou emenda à Constituição do Ceará, expandindo a Lei da Ficha Limpa ao serviço público. Segundo ele, os considerados “ficha suja” não poderão assumir qualquer cargo público. A matéria foi aprovada.

Reforma
Em meio ao debate, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) endossou questão da desigualdade com que os candidatos são tratados em função da reforma eleitoral que ocorreu de forma tímida. “Precisamos avançar ainda e tornar as campanhas mais iguais”. Entre os pontos da reforma, demonstrou insatisfação com o fim da reeleição apenas para a próxima eleição e a manutenção dos carros de som, que ele considerou, às vezes, “um abuso aos ouvidos das pessoas”. No entanto, ele destacou o papel das mídias sociais como uma “oportunidade de levar a pauta em debate”.

Com informações do OE

Fonte: Política com K

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