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27/03/2016 - Sucessão municipal. Cenário para 2016 se desenha em Fortaleza

A pouco mais de seis meses da disputa municipal de 2016, o cenário eleitoral em Fortaleza ganha forma aos poucos. O desenho mais recente da disputa deu-se com o fim da janela partidária, no último dia 19. Embora a maioria das alianças ainda esteja em negociação, os partidos mais expressivos já decidiram assumir projetos próprios e lançar candidatos.


Coligados em campanhas passadas, PSB, PDT, PT e PMDB devem concorrer separadamente neste ano. A disputa deve envolver pelo menos sete nomes.


“Acho que é muito saudável Fortaleza ter em torno de oito candidatos que possam discutir realmente seus problemas”, diz Tin Gomes (PHS), pré-candidato que já apresenta até um slogan: “Menos obras e mais apoio à periferia”. 


Enquanto uns celebram a pluralidade dos debates que a variedade de candidatos trará, outros lamentam as divergências de interesses políticos. Para o PDT de Roberto Cláudio, a decisão do PT de lançar candidatura própria soa quase como uma afronta às alianças entre ambos nos níveis nacional e estadual. O partido tem feito pressão para que os petistas desistam e sigam ao lado do prefeito, a quem fizeram oposição na Câmara Municipal durante todo o mandato. Apesar de não ter o apoio da sigla aliada, RC saiu fortalecido com a abertura da janela partidária. Ele agora conta com bancada de 18 vereadores pedetistas na Câmara Municipal.


Por outro lado, os partidos de oposição se aproveitam das crises política e econômica para se fortalecer. O presidente estadual do PSB, Danilo Forte, aposta no nome do deputado Heitor Férrer para prefeito e em novas táticas de campanha. “Heitor tem um histórico de aversão à corrupção. Gosto de saber que essa disputa terá vários candidatos, inclusive do PT. Isso enriquece as discussões”, afirma.


O PSDB, que tem tido pouca expressividade nos últimos pleitos municipais, investiu em aliança com o deputado estadual Capitão Wagner. A chapa já começa a discutir um plano de Governo.


Integrante da bancada evangélica, o deputado federal Ronaldo Martins (PRB) se lança como opção para a ala mais conservadora. Já o deputado estadual Renato Roseno quer se lançar mais uma vez, com um projeto alinhado às minorias e à esquerda. (Isabel Filgueiras, isabelf@opovo.com.br)

 

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Grandes eleitores

O papel dos grandes líderes, que costumam angariar (ou tirar) votos, será importante na disputa de 2016 em Fortaleza. O senador Tasso Jereissati durante algum tempo era acusado de “tirar” votos na Capital. Neste ano, no entanto, com o fortalecimento da oposição e do PSDB, acredita-se que ele beneficia o aliado, Capitão Wagner. O senador Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana têm popularidade similar, com leve vantagem para o peemedebista.A ex-prefeita Luizianne Lins é outro nome com capacidade de influência e pode ser candidata pelo PT.

Fonte: O Povo

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