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02/03/2016 - Por que o PT deve ter candidato próprio em Fortaleza

“O homem que atenta contra os seus dias revela menos o vigor da alma do que a fraqueza da natureza” François Chateaubriand Luizianne Lins e os corifeus da candidatura própria do PT na capital têm suas razões e convicções que merecem respeito. Fortaleza é a quinta capital do país. Portanto, um colégio eleitoral respeitável para açular qualquer agremiação política a botar o bloco na rua em busca do troféu. Politicamente a conquista de um colégio eleitoral de uma capital é sempre motivo de regozijo. Diga-se também que uma eleição em dois turnos obriga os partidos ideológicos a colocarem a cara na vitrine na primeira etapa da disputa. Política de aliança no segundo turno são outros quinhentos. Por fim, o palanque majoritário torna competitiva a chapa de candidatos proporcionais.

É OBRIGAÇÃO

Esses argumentos dão força à tese do protagonismo petista na capital. E não estamos falando de um partido qualquer. Estamos falando do partido mais popular do país que detém a presidência da república e o governo do estado do Ceará. Podem ser chamados de liquidacionistas os que pensam diferente desta tese? É no mínimo estranho, num momento grave por qual o partido atravessa, não se propugnar por afirmação que uma candidatura própria expressa.

A DINÂMICA DA POLÍTICA

A política não é uma ciência exata. Nem sempre nela dois mais dois são quatro. O que se mostra coerente hoje não se revela da mesma forma em um outro tipo de eleição. Se votar por gratidão é algo que se faz em disputa por grêmios escolares, escolha de rainha ou em pugnas menores. A política é dinâmica. Quem poderia apostar que o PT estaria em posição tão crucial quanto no presente? OS CAMINHOS DE PSB E PR Nunca dois partidos tiveram tão nitidamente quadros partidários que despontem com potencial eleitoral para disputarem com candidaturas próprias. Refiro-me aos casos do PSB e de PR de Fortaleza. Heitor Férrer é figurinha carimbada em disputas eleitorais e dispõe de recall invejável. Por seu lado o PR é a sigla de um político jovem com grande potencial para disputas majoritárias. O nome dele: capitão Wagner.

COSME E DAMIÃO

Apesar dessa lógica, as duas agremiações poderão fazer dobradinha já no primeiro turno. A possibilidade maior seria Heitor como cabeça de chapa e Wagner na vice. PR e PSB podem até não marcharem juntos no primeiro turno. Mas uma aliança entre eles no segundo round da disputa em Fortaleza é inevitável. Os dois já andam de mãos dadas em fase de pré-campanha.

DEFINHOU

E o PC do B, hein? Encolheu como uma bola de encher furada. Uma agremiação de esquerda que já disputou três eleições seguidas em Fortaleza como cabeça de chapa é hoje parceiro inexpressivo em composição majoritária.

Fonte: Ceará Agora

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