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12/02/2016 - Pré-candidatos já travam disputa silenciosa na AL

Os principais pré-candidatos de oposição à Prefeitura de Fortaleza, os deputados estaduais Heitor Férrer (PSB), Capitão Wagner (PR) e Renato Roseno (Psol), já começam a travar uma disputa silenciosa. Parlamentares na Assembleia Legislativa, Wagner, Heitor e Roseno dividem o espaço na tribuna como vozes da oposição. Os pré-candidatos como já se colocam, embora que ainda não oficialmente, como prefeituráveis e alternam os pronunciamentos com críticas à atual gestão municipal. Mesmo que de “maneira respeitosa”, nos bastidores, a disputa já começou.




Para muitos líderes políticos oposicionistas, no lugar de “adversários”, “seria imbatível” a estratégia de unir os deputados Heitor e Wagner em uma só chapa, tendo em vista a expressividades de votos nas últimas eleições. Mas, por serem nomes em potencial, a tese foi rejeitada, e ambos encabeçaram uma chapa.

“Somos dois candidatos qualificados, acho que os dois têm potencial de ganhar a eleição. Não temos motivos para fazer essa divisão. Lógico que cada um busca seu espaço, alianças para tentar fortalecer a candidatura, mas fazemos isso de maneira respeitosa”, disse Capitão Wagner ao jornal O Estado.
De acordo com o republicano, apesar de a ideia ter sido sugerida por aliados, “não houve nenhuma” conversa entre ele e o socialista “A ideia de uma chapa só foi cogitada por muitas pessoas, conversada pela imprensa, mas nem eu propus a ele, nem ele propôs a mim essa formação para o primeiro turno”, acrescentou.

Questionado, então, se já são adversários políticos, Wagner afirmou que tanto ele como Heitor, tem-se respeitado na Assembleia Legislativa e assim será em todo o processo.

“O deputado Heitor é um dos deputados mais qualificados da Assembleia. Temos nos respeitado mutuamente, não só por conta da eleição, até porque depois do pleito, nós temos a possibilidade de voltar à casa”, disse o parlamentar, pontuando não terem motivos para atritos, nem o objetivo de “desconstruir” a candidatura um do outro.

Segundo turno
“Isso fortaleceu muito a ideia de lançar candidaturas próprias para juntar no segundo turno”, reconheceu, frisando que até acha que seria ideal, a nível de primeiro turno, unir todos os partidos, mas devido às questões partidárias a ideia é inviável. “Então, isso faz com a gente tenha a perspectiva de juntar todo esse grupo no segundo turno”, Salienta.

Holofotes
Mesmo de maneira pacífica entre eles, os pré-candidatos têm ido à tribuna e dividido o microfone com críticas ao prefeito Roberto Cláudio, com temas comuns, como educação, saúde, meio ambiente, segurança pública. Os pré-candidatos do PR e PSB também disputam o apoio de outros partidos da oposição como o do PSDB e PMDB. Tanto Wagner quanto Heitor abriram espaço para dialogar com os dois partidos, que detêm, em nível nacional, fortes lideranças políticas, como os senadores Tasso Jereissati e Eunício Oliveira.

Heitor Férrer, em breve, voltará a conversar com o senador tucano, que, segundo circula nos bastidores, tem predileção em apoiá-lo. “Existe um governo municipal com muitos aliados, mas existem do outro lado, vários partidos que ficam na oposição. Dentre esses, tem o PSB de Heitor Férrer, o PR com Capitão Wagner e o Psol com Renato Roseno”, afirmou Heitor, assegurando que, naturalmente, no primeiro turno, essas forças se apresentarão com seus candidatos, terão candidaturas próprias, mostrarão seus planos de governo. “Eventualmente, no segundo turno, uma dessas forças de oposição indo com o prefeito Roberto Cláudio, é natural se delinear que os partidos de oposição se unam”, disse o socialista.

Outros candidatos
Ainda na casa, outros parlamentares são apontados como pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza como é o caso dos deputados Tin Gomes (PHS), Bruno Pedrosa (PSC), assim como Elmano de Freitas (PT).

TRE define competência para as eleições 2016
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará já definiu a relação dos juízes que ficarão responsáveis pelos trabalhos nas eleições deste ano em Fortaleza. A designação e a competência dos juízes das zonas eleitorais da capital estão regulamentadas. Devido à reforma política, que tornou mais exíguos os prazos do Calendário Eleitoral para as Eleições 2016, o Tribunal decidiu estabelecer as atribuições com maior participação dos juízes das 13 zonas eleitorais da capital.
O processamento e julgamento das prestações de contas dos candidatos serão coordenados pela juíza da 83ª, Lucimeire Godeiro Costa, com participação da 3ª, 94ª e 115ª Zonas Eleitorais.

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