Notícias

02/12/2015 - Crise na saúde do Ceará repercute no Legislativo

A crise na saúde já começa a tencionar o debate entre políticos aqui no Ceará. O cancelamento de cirurgias eletivas, a dificuldade de marcar consultas e exames, além da falta de medicamentos e insumos que as unidades da rede pública vêm passando, desde o início deste ano, repercutiram, ontem, nos legislativos cearenses.

A discussão sobre o tema no Legislativo ocorreu após médicos e gestores das instituições, em nota à imprensa e depoimentos nas redes sociais, anunciarem a paralisação das atividades por falta de repasses de verbas do governo federal, via Sistema Único de Saúde (SUS).

Na Câmara de Fortaleza, o vereador Fábio Braga (PTN) ocupou a tribuna para alertar sobre a repercussão negativa que a crise política e econômica do País traz para todo Estado do Ceará. Segundo ele, não basta os esforços do governador Camilo Santana (PT) e do prefeito Roberto Cláudio (PDT) para oferecer uma saúde de qualidade, já que o dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) e de convênios assinados depende unicamente de repasses do Governo Federal.

Ele ainda reclamou que, atualmente, a discussão política se resume “apenas” ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e o processo de cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), deixando de lado a solução de problemas em áreas prioritárias como a saúde.

“Ontem, hospitais de referência do Ceará foram obrigados a cancelar 50 % dos atendimentos na área secundária e terciária. Isso significa o cancelamento de um simples exame até o transplante de órgãos. Ai eu pergunto, a culpa é da mídia golpista que esse hospital vai limitar seus atendimentos? A culpa é do PSDB? Hoje, a presidente Dilma se vê numa situação de isolamento político. A preocupação dela é impedir o processo de impeachment, e a de Cunha, impedir o processo de cassação. O Brasil se resume a isso”, enfatizou. Braga disse que os discursos precisam avançar, sobretudo, em busca de contribuir para melhoria das necessidades da população.

União
Já na Assembleia Legislativa, o deputado Leonardo Araújo (PMDB) solicitou que todas as bancadas, sejam elas de oposição ou governista, unam-se para cobrar do governo estadual uma postura em relação à União sobre os repasses para os hospitais. “O fechamento parcial do Hospital Walter Cantídio é mais um golpe na já fragilizada saúde pública do Estado, agravando ainda mais essa situação crítica”, salientou o peemedebista.

O deputado Heitor Férrer (PSB) também discursou sobre as dificuldades enfrentadas pelas unidades de saúde, reforçando as críticas a falta de insumos básicos para a realização de procedimentos e cirúrgicos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). “Estamos diante de uma crise que se transformou num caos. E, o que é pior, a banalização desse caos”, disse, acrescentando que “por mais complexa que seja a tecnologia, não funciona. Não tem como fazer uma hemodiálise, algo extremamente técnico, sem o cateter. E está faltando cateter em nossos hospitais, caso do Hospital Geral de Fortaleza”.

Além disso, Heitor informou que médicos cardiopatas do Hospital de Messejana iriam paralisar as atividades por falta de pagamento. Segundo informações recebidas de médicos da unidade, os profissionais estariam com pagamento em atraso há mais de quatro meses.

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) disse que a saúde é uma das maiores preocupações, citando o não fornecimento de medicamentos no Hospital Albert Sabin para pacientes com paralisia cerebral.

Fonte: O estado

Mais notícias

14/11/2017
07/11/2017
21/11/2017
14/11/2017
veja mais