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13/10/2015 - Parlamentares analisam cenário após troca-troca de legendas

As eleições municipais são apenas no ano que vem, mas os partidos já estão formando suas equipes que estarão aptas a concorrer em 2016. As legendas entram numa movimentação intensa para se estruturar nos municípios cearenses, conquistar novos adeptos e atrair lideranças consideradas “boas de voto”.

Um trabalho que vem se tornando cada vez mais difícil, pois o que os partidos têm assistido é uma saída gradual de filiados. As mudanças têm provocado transformações nas estratégias de algumas siglas no Ceará. O troca-troca, inclusive, chamou atenção devido à mudança do grupo liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes para o PDT. A reportagem, então, foi ouvir alguns políticos sobre as movimentações.

Janela
No último dia 2 de outubro terminou o prazo para as filiações partidárias. Em março próximo, porém, uma janela será aberta para que as lideranças com mandato possam trocar de partido para as eleições municipais. Essa janela é voltada para os vereadores, que estão no último ano de mandato. Até lá, os legisladores vão observar os movimentos do tabuleiro eleitoral e buscar o partido que melhor oferecer condições de palanques.

2016
Para o deputado Heitor Férrer (PSB), neste momento, é muito difícil definir um cenário para 2016, sobretudo porque ainda não são conhecidos nomes e coligações. “Sabemos que temos um nome posto, que é o prefeito Roberto Cláudio. Normalmente, pela estrutura de campanha e apoiadores, ele deve chegar ao segundo turno. Mas, temos bons nomes dentre os possíveis candidatos. Portanto, a polarização não existirá”, disse o parlamentar, acrescentando que RC encontrará um cenário“complicado” em 2016.

Sem tranquilidade
Ele acena para a possibilidade de RC não ter uma “candidatura tranquila”. Segundo justificou o parlamentar, além dos índices negativos, RC perdeu apoios importantes como o PMDB, que, em 2012, ajudou a elegê-lo, e o PT, que, em sua opinião, pode sair dividido na disputa municipal em Fortaleza.

O deputado é um dos principais nomes para a disputa pela sucessão de RC. Em 2012, obteve mais de 20% dos votos válidos na disputa pelo Palácio do Bispo, quase chegando ao 2º turno. E a expectativa é de que, em 2016, ele possa ir mais longe. Férrer filou-se recentemente ao PSB, pois a ida de Roberto Cláudio para o PDT enterrou de vez as pretensões dele de disputar a Prefeitura de Fortaleza com o apoio da legenda a qual era filiado há 28 anos.

Jogo de cintura
Na mesma linha, o deputado Renato Roseno (Psol) destacou que a população está insatisfeita com os resultados da atual gestão. “A saúde está muito ruim. Educação, sobretudo a infantil, gerou expectativas grandes que não foram cumpridas. A estrutura da cidade, sobretudo nas periferias, está muito mal. Então, são vários indicadores que levam à necessidade na alteração dos rumos da gestão”, pontuou. Mas alertou Roseno que as lideranças partidárias vão precisar de muito jogo de cintura para condicionar suas respectivas legendas ao grande desafio que é 2016, pois, segundo ele, o Congresso Nacional apenas realizou uma acomodação de partidos e não uma reforma política. Nos bastidores, Roseno é apontado como possível candidato pelo Psol.

Defesa
Diferente dos opositores, aliados de RC acreditam no fortalecimento dos apoios e da força do PDT.“O nosso objetivo hoje, junto com as forças que o elegeram, é fazer com que o prefeito Roberto Cláudio possa governar e administrar bem Fortaleza, porque é um compromisso que ele assumiu com a população”. Segundo ele, Roberto Cláudio, nos últimos vinte anos, é o melhor prefeito de Fortaleza e, por isso, deve ser reconduzido ao cargo no ano que vem. Ele, embora reconheça a dificuldade econômica, afirmou que a atual gestão tem trabalhado para o melhor funcionamento da cidade, citando intervenções na mobilidade urbana de Fortaleza. Conforme o vereador, a população já começa a observar a eficiência do prefeito para mantê-lo no cargo.

Cenário antagônico
O deputado Elmano de Freitas (PT), que foi derrotado em segundo turno por RC na eleição de 2012, observou que, agora, RC vive uma situação “antagônica” à da disputa de três anos atrás, quando, embora desconhecido do eleitor, conseguiu captar os bons índices do ex-governador Cid Gomes. Agora, porém, já conhecido pela população, não conseguiu garantir uma boa avaliação, conforme Elmano.

Ele reforça que a intenção é o partido ter candidatura própria e, para isso, tem realizado discussões. Até agora, o PT não perdeu nenhum dos seus filiados em potencial. Existe, apenas, as especulações em torno do deputado federal Odorico Monteiro, mas o mesmo já desmentiu. Segundo Elmano, a estratégias para 2016, além da organização partidária nos municípios, é o fortalecimento da legenda. Elmano foi candidato ao Palácio do Bispo em 2012, ficando em segundo lugar na disputa.

Fonte: Política com K

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