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07/09/2015 - CPI segue sem reuniões há quase dois meses

Na próxima quarta­feira completa dois meses do anúncio feito pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PROS) de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve investigar possíveis irregularidades no Seguro DPVAT. Passado todo esse tempo, o grupo não se reuniu uma vez sequer, e segue sem as indicações do presidente, vice­presidente e relator.


Para a oposição, a demora para início dos trabalhos do grupo demonstra que houve uma manobra para evitar que se investigasse falhas no processo de início das obras do Acquário Ceará, o que motivou um pedido de CPI por parte dos opositores. O autor de pedido de inquérito para investigar ações irregulares no Seguro DPVAT, José Sarto (PROS), afirmou que apenas um bloco partidário falta indicar os nomes de seus membros para compor o colegiado, o que não foi feito durante toda a semana passada. 

Até o momento, participam do grupo José Sarto, Professor Teodoro (PSD), Odilon Aguiar (PROS), Antônio Granja (PROS), Roberto Mesquita (PV), Fernando Hugo (SD) e Walter Cavalcante (PMDB). Esses, porém, só podem se reunir depois das indicações feitas pelo bloco formado por PDT, PEN, PP e PSL. “Nós só não nos reunimos porque ainda falta essa indicação. Eles iam protocolar o nome até ontem (quinta­feira), mas não sei se o fizeram”, disse Sarto. 

Outras três CPIs aguardam serem instaladas: uma que deve tratar sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes, proposta por Bethrose (PRP); e uma que propõe investigar o consumo e tráfico de drogas no Estado, essa de autoria de Rachel Marques (PT). A CPI do Acquário vem logo em seguida. 

“Estamos aguardando para que os trabalhos dessa comissão se inicie, porque o prazo está correndo desde que ela foi instalada. Isso está provando que ela foi criada somente para segurar o calendário. No final dos 120 dias alguém vai aparecer com um pedido ridículo para aumentar o prazo da CPI”, denunciou Audic Mota (PMDB). Autor do pedido de CPI do Acquário, o peemedebista defendeu a instalação de dois inquéritos na Casa para dar a possibilidade de instalação de ouros grupos.  

O deputado Heitor Férrer (PDT) disse que houve uma “nítida manobra” da Mesa Diretora pra que a CPI do Acquário não fosse instalada. Segundo ele, dois colegiados foram montados apenas para “preencher espaço” e essas vão perdurar até terminar o Governo Camilo Santana. “Elas vão consumir os três anos da gestão. Pelo prazo que já estamos vendo, isso está cada vez mais claro. A coisa vai caminhando e esfriando até cair no esquecimento da população”.

O pedetista foi autor do pedido de outra CPI, a do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), mas até o momento não conseguiu o número de assinaturas suficientes para sua tramitação. A deputada Silvana Oliveira (PMDB) defendeu que o inquérito mais importante para o Estado, no momento, é o que deveria tratar sobre irregularidades nas obras do Acquário Ceará. “Eu estou dizendo que foi uma manobra porque foi. A presidência e a Mesa Diretora, quando ninguém sabia sobre outras CPIs, apareceu com essa história de três CPIs. Sabe­se que foi manobra”, acusou a peemedebista. 

Ela disse que tem interesse em participar da CPI da exploração sexual de crianças e adolescentes, mas destacou que no momento a discussão maior não deveria ser sobre esse tema. “Sobre esse assunto, a gente tem como cobrar da Polícia Federal, Estadual, indo ao secretário de Segurança. Eu acho que não precisamos de uma CPI para isso”, afirmou. 

Agenor Neto (PMDB) destacou que o inquérito sobre irregularidades nos benefícios do Seguro DPVAT surgiu sem qualquer discussão mais aprofundada, afirmando ainda que o modo como se escolheu esse tema como o primeiro a ser discutido não foi feito da maneira correta. “As coisas não funcionam assim nesta Casa, e essas CPIs surgiram do nada para tentar bloquear a do Acquário”, reclamou.

Fonte: Diário do Nordeste 

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