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03/09/2015 - Dados do Ipea recebidos com elogios e alerta entre deputados

A redução de 28% da exclusão social no Estado do Ceará apresentada em pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) repercutiu, ontem, na Assembleia Legislativa. Durante a sessão plenária, a deputada Rachel Marques (PT) comemorou os dados divulgados no levantamento. “Ainda não foram excelentes, mas houve um importante avanço”, opinou.


De 2000 a 2010, o Índice de Vulnerabilidade Social(IVS) do Estado saiu de 0,530 para 0,378. No IVS, quanto mais próximo a 1, maior é a exclusão social de um território. Portanto, quanto mais perto de 0, melhores são as condições sociais da população. 

A parlamentar ressaltou que os dados são referentes, em sua maior parte, aos anos de gestão do Governo Lula. “Ele realmente priorizou e investiu em programas que garantissem a inclusão social, e o resultado desses esforços estão sendo vistos agora”, destacou a deputada. 

O deputado Dr. Santana (PT) afirmou que ainda existe um longo caminho a ser percorrido, mas disse que teve a oportunidade de acompanhar essa mudança. “Eu via de perto a realidade do passado, quando na época de seca os retirantes vinham para a Capital, pois a situação no Interior era dramática”, relatou. 

Santana atribuiu o resultado às garantias de acesso ao trabalho e aos direitos sociais, além da capilaridade feita no sistema de saúde no Estado. “A desnutrição grave e profunda era frequente nos consultórios médicos. Hoje, esse problema já não existe”, declarou o petista. 

O estudo avaliou também dados em relação ao abastecimento de água e esgotamento sanitário. No Ceará, 11% não têm acesso à água potável e esgoto. Em 2000, 15% não tinham acesso aos serviços. 

Médica de profissão, a deputada Silvana Oliveira (PMDB) alertou que a deficiência no saneamento básico impulsiona os atendimentos nas unidades de saúde de todo o Estado. “São doenças como diarreias, infecções pulmonares ou uma simples infecção de pele que podem agravar para uma pneumonia. Investir em saneamento básico reduz a cobrança por hospitais”, alegou a parlamentar. 

Saneamento 
Silvana cobrou, ontem, a conclusão de obras de saneamento paralisadas em Fortaleza. “O famoso PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que a gente tanto sonhou, prometia para a Capital nove obras de saneamento. Hoje, quatro estão paralisadas e cinco ainda nem iniciaram. Quando não tem esgoto, é óbvio que a água não vai ter qualidade e a saúde será deficiente”, reiterou a peemedebista.  

João Jaime (DEM) explicou, no Plenário da Casa, que, na realidade, quando se fala em 11%, os dados referem­se à soma daqueles que não têm os dois serviços. Ainda segundo o deputado, Fortaleza tem pouco mais de 50% de esgotamento sanitário. “A nossa Capital precisa de mais investimento em saneamento, isso é de extrema importância para a saúde da população que vive nos locais mais precários”, alertou o deputado.

O deputado Heitor Férrer (PDT), que também é médico, chamou a atenção para a quantidade de casas que ainda não tem esgoto no Ceará. Segundo o parlamentar, 75% do território cearense não tem cobertura de rede coletora. Dessa forma, apenas 25% contam com o serviço. “E esse número se dá porque Fortaleza tem 51%. No Interior é quase zero”, criticou. 

Audic Mota (PMDB) concordou com Heitor Férrer e disse que no Interior não é incomum ver esgoto a céu aberto, ratos e lixo pelas ruas. “A situação ainda é muito difícil”, lembrou.

Fonte: Diário do Nordeste 

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