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25/08/2015 - Comunicado: Só um vai perder

Anunciada migração para o PDT do grupo político dos ex- governadores e ex-ministros Cid Gomes e Ciro Gomes, ao qual se integra o prefeito Roberto Cláudio (foto), antecipa um novo desenho para as eleições de 2016 em Fortaleza. Primeiro, pelo esvaziamento do Pros, que hoje os acolhe. Depois, pela demanda de rearranjos dos pedetistas - nesse segundo aspecto, cabe menção ao deputado Heitor Férrer, nome com maior potencial eleitoral no (atual) PDT. Por fim, por mudanças de rumos nas outras legendas.


Capital 
Três vezes vereador em Fortaleza e quatro vezes deputado, Heitor Férrer somou capital político fazendo oposição a quem estivesse no poder - assim foi com Juraci Magalhães e Antonio Cambraia, em Fortaleza, e Cid Gomes e agora Camilo Santana (embora tenha pedido votos para o petista em 2014), no Estado; cabendo as exceções a Luizianne Lins e Lúcio Alcântara.

Sem piso
Nessa condição, foi uma vez candidato a vice-governador do Estado (1998, aliado ao PT) e duas a prefeito de Fortaleza (2004 e 2012). Sempre recorreu, legitimamente, ao discurso de opositor, ainda acusando abuso do poder econômico dos vencedores e das pesquisas de intenção de voto. Perdeu em todas. Agora, o tapete político sobre o qual pisava foi-lhe puxado pelo próprio PDT.

"Se os Ferreira Gomes vierem para meu partido, se esse constrangimento for extremo, tenho uma porta de saída, tenho um porto para desembarcar" 

Deputado Heitor Férrer em junho passado 

262,3 Mil Votos foram obtidos por Heitor Férrer nas eleições para prefeito em 2012. Ficou em terceiro lugar. Para o segundo turno seguiram Roberto Cláudio (então no PSB, com 291.740 votos) e Elmano de Freitas (PT, com 318.262). Roberto Cláudio venceu.

93,92 Mil Foi a soma dos votos recebidos por Heitor nas eleições de 2014, quando conquistou o quarto mandato de deputado estadual. Ficou atrás apenas de Wagner Sousa (194.239 votos), Aderlânia Noronha (97.172 votos) e José Albuquerque (95.253 votos). 

Ainda cortejado 
Tá certo que a situação de Heitor não é das mais confortáveis, sobretudo em relação aos sentimentos que possa nutrir em relação à legenda na qual milita há 28 anos. Mas não há de ser espinhoso para ele obter um novo teto sob o qual se abrigar. Há uma fila de partidos o cortejando, de olho não necessariamente em um candidato a prefeito em 2016, mas pelo menos em um forte cabo eleitoral. 

Cid manda lembranças 
A cena política deve, ou pode, registrar mais alguns solavancos hoje. É que a CPI da Petrobras, na Câmara federal, tem agendada para as 14h audiência com o fim de acarear o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Distribuição da empresa, Paulo Roberto Costa. O que já não tinha motivos para ser um frente a frente corriqueiro entre dois acusados de ilícitos ganha contornos mais graves porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), entrou na faixa dos denunciados pela Procuradoria Geral da Justiça ao Supremo Tribunal Federal - teria cobrado propina de US$ 5 milhões, sem contar outras suspeitas. E, quando se fala de Cunha, há sempre a lembrança do significativo dedo em riste de Cid Gomes contra ele: "achacador"

Fonte: Diário do Nordeste

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