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31/10/2017 - Heitor Férrer propõe criação de uma comissão especial para apurar o ISGH

Nesta terça-feira, o deputado estadual Heitor Férrer (PSB) propôs, na Assembleia Legislativa, a formação de uma comissão especial de parlamentares para investigar as contas do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). Em pronunciamento, Heitor cobrou uma posição da Casa quanto “ao escândalo” envolvendo o desvio de recursos na compra de medicamentos pela Secretaria de Saúde do Estado.

Disse Heitor: “A função primordial do Poder Legislativo nos tempos atuais deve ser a de fiscalização dos atos do Poder Executivo. Essa matéria que a imprensa veiculou sobre a compra irregular de medicamentos no estado do Ceará envolvendo R$ 48 milhões é muito grave. O Poder Legislativo passa incólume nesse processo, como se não fosse ele o Poder pago para proteger o cidadão desses desvios”, disse o párlamentar.

Heitor lembrou que desde 2010 pede a investigação do ISGH ao Ministério Público Estadual e ao TCE. Chegou a comparar o Instituto à Lava-Jato. Durante o governo de Lúcio Alcântara, o ISGH gerenciava apenas o Hospital Waldemar de Alcântara, com orçamento inicial de R$ 18 milhões, mas ao longo do governo de Cid Gomes passou a receber 30% dos recursos da Secretaria de Saúde, chegando a cifra de R$ 458 milhões.

“À época, aquilo me intrigava, e eu busquei auxílio do próprio Poder Legislativo. Denunciei o fortalecimento dessa instituição e pedi uma CPI, em junho de 2015. Não logrei êxito na minha pretensão de investigar. Quando o governo cria uma escudo, é porque não resiste a investigação. Isso de certa forma é um atestado de confissão de culpa”, disse.

Diante da dificuldade de instalação de uma CPI, Heitor propôs a criação de uma comissão especial composta pelos deputados de oposição para irem aos órgãos responsáveis pela investigação em busca de auxílio para que a Assembleia conheça a intimidade das contas do ISGH.

“CPI é uma ilusão nossa. Basta contar nos dedos que talvez a gente reúna nove assinaturas das 16 necessárias. Já que à época não tivemos condições de investigar a intimidade desse volume de dinheiro que foi transferido, temos condição agora com o trabalho que já foi feito pelo Ministério Público de Contas, Ministério Público Estadual e Polícia Civil”, complementou Férrer.

Fonte: Blog do Eliomar

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