Na Mídia

19/10/2017 - Não culpem o Senado!

O desfecho, previsível, do julgamento de Aécio Neves, presidente do PSDB, coloca-nos no dever de inocentar aquele parlamento pela absolvição de um político com indisfarçáveis indícios de culpabilidade. Trata-se de um raro momento em que não podemos jogar a culpa sobre um colegiado com mais de 30 dos seus integrantes acusados de ilicitudes. Quem acompanhou o STF nas últimas semanas, testemunhou aquela Corte com a chance de impedir que o Senado Federal inocentasse um político de atos condenáveis. Para frustração nacional, terminou sendo delegada à Câmara Alta a atribuição de acatar, ou não, decisões da mais alta instância da Justiça do País. A decepção maior não foi o apertado placar de seis votos contra cinco no STF, mas sim, que a decisão tenha vindo exatamente da eminente ministra Cármen Lúcia. Muito tempo demorará até que se consiga entender o voto de uma mulher que assumiu aquele poder contando com a unanimidade nacional. Talvez, nem mesmo o ministro decano, Celso de Mello, que ainda tentou explicar o voto de Cármen Lúcia, conseguiu uma tradução convincente e esclarecedora. O Senado, dizia Mello, não terá a obrigação de defender senadores indefensáveis. Só que, a partir de agora, estaremos na iminência de ver também perdoados, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá e, quem sabe, até outros caciques da corrupção. E não se trata de corporativismo, vocação congênita daquela Casa. É falta de vergonha, mesmo.

Eminências Três homens são considerados eminências no Congresso Nacional. Vinculados a correntes diversas, todos colaboraram para a redemocratização do País conquistando o respeito dos seus pares. O piauiense Petrônio Portela, que abriu o caminho; Ulisses Guimarães (foto), considerado o maior de todos, e Juscelino Kubitschek, na mira da cassação, mas aclamado ao chegar à casa. Mas, tem outro que se julga maior de todos e pensa que é Deus: Aécio Neves.

Coringa Aecinho Neves, é o calo do senador Tasso Jereissati, que pensa que ele renunciará a presidência do PSDB. Ele é o coringa de Temer, para garantir os tucanos apoiando o Governo.

Medo O senador mineiro confidenciou aos próximos que continuará na presidência do PSDB. Está com medo. Acredita que se renunciar, além de perder a cereja do bolo, estará acabado.

Por nossa conta Custou 200 milhões em emendas para senadores, a permanência de Aécio no Senado. Dinheiro do contribuinte liberado por Temer.

Pesar Na AL, ontem, a surpresa: em vez da barulheira esperada devido à votação pró-Aécio no Senado, ocorreu um solene minuto de silêncio pedido pelo deputado Fernando Hugo.

Sem a “força” O deputado Heitor Férrer, diz que além de unidade falta a oposição grandes lideranças, como os senadores Tasso e Eunício e Roberto Pessoa.

Sinalizando Não sem razão, há algum tempo, o deputado Heitor Férrer vem sinalizando que está à disposição para uma nova sigla. Para onde for, será bem recebido pela sua autenticidade e valentia.

Esclarecendo Em relação às comarcas, o desembargador Gleydson Pontes, presidente do TJCE esclarece: não se trata de extinção, mas de vinculações a outras comarcas presididas por um único juiz.

“A política é uma coisa muito séria para ser entregue a políticos”. General Charles de Gaulle (1890-1970) líder dos franceses na II Guerra Mundial, e ex-presidente da França.

Fonte: O Estado

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