Na Mídia

07/06/2017 - A guilhotina pela mídia

“As enormes somas que passavam pelas mãos do Estado davam oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimentos, corrupção, subornos, propinas, malversação e ladroeira de todo gênero”. A frase, que é um retrato identificável com a situação do Brasil, poderia ser um trecho de editorial de uma revista ou jornal de oposição a Lula, Dilma ou Temer, é do livro “Luta de classes na França”, de Karl Marx, referindo-se aos fatos geradores da Revolução Francesa que pôs fim à monarquia. Àquela época, a revolta de uma populacha, conduzida por revolucionários extremistas e até sanguinários, acabou com uma monarquia perversa, e com uma aristocracia irresponsável e cheia de privilégios. Era o ponto final de um modelo levado à corrupção e à estagnação sistêmica, condição similar ao que ocorre em nosso país. Como medida extrema para os verdugos do povo francês, guilhotinas fizeram rolar cabeças que, para o radicalismo jacobino, seus donos nem mereciam o “privilégio” de viverem aprisionados com elas. No Brasil, onde se reproduziram todos os males citados por Marx, bem que poderíamos contar com a atuação do Poder Judiciário para punir com rigor os responsáveis pela penúria moral e política que atravessamos. Mas, a sua força é limitada por regras complexas, próprias da nossa Justiça. Contudo, resta-nos uma arma poderosa e de grande eficiência, quando não tolhida na sua liberdade de agir: a mídia. Não é exagero afirmar que, à falta das guilhotinas francesas, a sociedade brasileira tem ao seu lado a imprensa que, se não decepa inimigos da Pátria, tem a força de uma guilhotina que só não faz rolar cabeças, mas capaz de matá-los de vergonha com a exposição, sem censuras, dos seus atos indignos, sujos e espúrios.

Blindagem Os secretários Arialdo Pinho e Antonio Balhmann não serão afastados por conta de delações de Wesley Batista. Balhmann nem tanto, mas Arialdo é velho conhecido dessa prática. Para o governador Camilo Santana, “não há acusação formal, mas a palavra de um delator criminoso”. Daqui por diante, estão blindados.

50 razões O governo não engole o deputado Leonardo Araújo, para relator da PEC que extingue o TCM, por 50 motivos. O primeiro, nasceu em Tauá, e os 49 restantes, não interessam.

Indicação E olhem que Leonardo Araújo foi indicado pelo deputado Sérgio Aguiar, presidente da CCJR. O governo quer alguém que aceite ponderações…

Dívidas Flávio Saboya, presidente da FAEC participa hoje,de debate na Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara, sobre a nova renegociação das dívidas de produtores do NE.

Municípios O “Seminário Prefeitos do Ceará 2017”, realizado ontem e hoje no Centro de Eventos tem como objetivo a modernização dos Municípios, mas com destaque para o desenvolvimento urbano

Allons manger
Com novo e avançado projeto, o grupo M. Dias Branco vai implantar, no Morro Santa Terezinha, uma Escola de Gastronomia, com aulas de profissionais credenciados pelo “Cordon Bleu”, de Paris.

Parceria Por se tratar de uma iniciativa destinada à preparação de especialistas, a Escola manterá parceria com o Estado, ao qual caberá a administração e funcionamento. Ihhh, vai quebrar logo.

Perdas Para discutir a reativação do teleférico da Gruta de Ubajara, parado há cinco anos e causando grandes perdas para o setor turístico, o deputado Bruno Pedrosa (PP) vai coordenar audiência pública.

Necas de nada Aliás, esse deputado Bruno Pedrosa tem conversa de italiano. Fala, fala, e fala, mas não realiza nada, nadinha.

Três frentes Temer, para aprovar a reforma da Previdência, age em três frentes: garantias de cargos, fechamento da bancada do PMDB e grana para estados e municípios.

Os negócios Aviso aos aspirantes a presidente em eleição indireta: o deputado Rodrigo Maia (DEM), dispõe de mais de 350 votos do “baixo clero”, onde estão “aninhados” os deputados mais negociáveis…

“Entre um governo que faz o mal à sociedade e o povo que o elegeu e consente, há sempre uma vergonhosa cumplicidade”. Victor-Marie Hugo (1802-1885), um dos maiores escritores franceses.

Fonte: O Estado

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