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05/06/2017 - Base de Camilo deve derrubar ação que pede saída de secretários citados em delação

Requerimentos de Heitor Férrer (PSB) que pedem o afastamento dos secretários Arialdo Pinho (Turismo) e Antônio Balhmann (Relações Internacionais), citados na delação da JBS, voltarão à pauta da Assembleia nesta quinta-feira, 8.

Entre deputados da base aliada, expectativa é que o requerimento sofra “derrota esmagadora” no plenário. Apesar de ter chances nulas de aprovação, por conta da ampla maioria do governo Camilo Santana (PT) na Assembleia, requerimento deve provocar fortes embates na Casa.

O pedido se baseia na delação de Wesley Batista, um dos donos da JBS, que acusou os dois secretários de intermediarem pagamento de propinas em R$ 20 milhões durante as eleições de 2014. A proposta chegou a entrar em pauta na semana passada, mas teve votação adiada por falta de quórum.

“Cabe ao Governo do Estado afastá-los até que as investigações sejam encerradas. Peço o bom senso dos parlamentares e da Casa para aprovar o meu requerimento”, disse o deputado na semana passada. Ele destaca que, segundo Wesley, os secretários teriam intermediado a troca de propinas por liberação de créditos da JBS em R$ 110 milhões com o Estado.

Outro lado

Membro da base aliada, Ferreira Aragão (PDT) minimizou o caso e classificou os delatores Wesley e Joesley Batista como “bandidos”. “Os delatores são réus confessos, chefes de quadrilha e conhecidos como ‘irmãos metralha’. No caso da delação, é a palavra deles contra a palavra de Cid Gomes”, frisou.

Já o líder do governo na Casa, Evandro Leitão (PDT), tem defendido “prudência” na análise de denúncias feitas em delações. Ele destaca que não pode haver condenação prévia de secretários, uma vez que não existe qualquer procedimento formal ou provas contra os gestores.

Na época das denúncias, Arialdo Pinho divulgou nota rejeitando as acusações. “Não existe contra mim nenhum procedimento formal de investigação ou acusação (…) a citação ao meu nome foi feita, até o presente momento, em uma delação, que são palavras. Como muitas outras delações já aconteceram no País, sem provas e com forte cunho político”, disse. Antônio Balhmann também divulgou nota rejeitando as acusações.

Fonte: O Povo

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