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01/06/2017 - Deputado pede afastamento de secretários do governo Camilo

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa na última quarta-feira (31), para disparar contra o governo Camilo Santana e seu antecessor Cid Gomes.

Referindo-se à delação feita à operação Lava Jato por um dos proprietários da empresa JBS, em que acusa a gestão do ex-governador do Ceará de exigir propina de R$ 20 milhões, em troca da liberação de créditos do ICMS retidos pelo estado, Heitor detalhou as datas dos pagamentos de créditos de ICMS feitos pelo Governo do Estado, através do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), a algumas empresas durante a campanha eleitoral de 2014.

Segundo o parlamentar, no ano eleitoral, os créditos começaram a ser pagos somente a partir de julho, primeiro mês de campanha, conforme mostra o Portal da Transparência do Estado.

“Em 2013, o governo do estado pagou fevereiro, abril, maio, junho, julho, setembro e dezembro. Em 2014, começou a pagar em julho, justamente no período de início das eleições. Pagou alguns milhões às empresas que tinham direito de receber os incentivos fiscais porque a Lei estabelece isso há muito tempo. Mas por que o Governo retém esses pagamentos para pagá-los em ano de eleição? Wesley Batista disse por quê”, afirmou.

Heitor reforçou ainda que pediu no Ministério Público Federal e na Assembleia Legislativa o afastamento imediato dos secretários citados nas delações. Na Assembleia, o requerimento foi lido na última terça-feira e poderá ser votado em plenário amanhã.

“Claramente a eleição do Camilo foi vitoriosa porque foi patrocinada pelo abuso do poder econômico e de dinheiro oriundo de corrupção, oriundo de propina. Por que é que o ex governador Cid Gomes ainda tem tanto poder? Só tem uma justificativa: porque detém o poder econômico. E nós sabemos exatamente de onde vem esse dinheiro: obras e pagamentos devidos pelo Estado por incentivos que voltam em forma de propina para bancar eleições no Ceará”, concluiu.

Dias após a denúncia feita pelos irmãos Batista vir a tona, o ex-governador Cid Gomes convocou a impressa para se defender das acusações. Segundo Cid, os pagamentos eram liberados seguindo uma série fatores que não eram de responsabilidade do governador. Ainda segundo Cid, os servidores pediram licença dos cargos que ocupavam na época para buscarem recursos para a campanha mas isso havia sido feito de maneira legal sem o oferecimento de benefícios em troca de apoio. Cid concluiu ameaçando processar os autores da denúncia por calúnia e difamação. Já Camilo Santana também se pronunciou na ocasião pedindo cautela e que não houvesse pré-julgamentos.

Fonte: CNews

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