Na Mídia

01/06/2017 - Poder temerário

O momento brasileiro é complexo e também único na vida republicana nacional. Enfrentamos grandes dificuldades para encontrar um nome para recolocar nos eixos a engrenagem política nacional. Quem sabe, um anuncio salvador, no New York Time, no Le Monde, na BBC ou em qualquer jornal de Tókio, pudesse nos trazer um voluntário honesto. Quem acompanha os episódios que nos levaram à bagunça política sabe que Lula e depois Dilma e Temer são os principais responsáveis pelo ingresso do Brasil na UTI, como paciente de longo curso. Essa culpa está ligada à monumental encrenca em que eles se enroscaram, como mandatários plenipotenciários de um país onde os coadjuvantes da cena política não estavam interessados no futuro da juventude, nem no descanso dos longevos. Valia mais o presente deles, repleto de polpudas propinas. Esse drama, que coloca em risco a Nação, teria sido evitado há oito meses, se, no dia 31 de agosto de 2016, após o Congresso findar o mandato de Dilma Rousseff, Temer tivesse, naquele momento, abdicado dos direitos de vice-presidente. Assim, estaria livre de todo o inferno em que está mergulhado e para o qual ameaça levar todo o País. Não fez o que deveria fazer e deu no que deu. Agora, tenta se salvar de uma cassação pelo TSE, deixando milhões de brasileiros às tontas, em busca de alguém confiável para trazer o País de volta à normalidade democrática. FHC, consultado, foi enfático: “Olhem para a minha cara, minha idade!”. Não menos curto foi o ex-ministro Jobim: “Não contem comigo!”. Cabe uma indagação ao senador Tasso Jereissati (PSDB), hoje o nome mais citado para uma eleição indireta: será que vale a pena trocar a respeitabilidade, conquistada ao longo de todo o meu histórico político, para atender ao chamamento de uma república em pandarecos?

Acumulando funções Discretamente e sem alardes, Élcio Batista assumiu o controle da comunicação do governador Camilo Santana. Polido, não mandou ninguém embora. Fez como o Padre Cícero: deu conselhos e ensinou a turma a trabalhar com organização. Antes, o regime era de funcionário público; ninguém queria nada. Agora, vai ser como redação de jornal, onde até os loucos tem vez, desde que trabalhem.

Debandada O clima, no âmbito do PP-CE, depois do rolo produzido pelo deputado Adail Carneiro, tem sido de intranqüilidade. Esse deputado é useiro e vezeiro em criar embaraços e dificuldades, para os outros.

Afastamento Da tribuna da AL, o deputado Heitor Férrer (PSB) insistiu no afastamento dos secretários Arialdo Pinho, o mesmo de antes, e Balhmann , citados pelo dono da JBS como recebedores de propina.

Atividade Enquanto a campanha presidencial não chega, o ex-ministro Ciro Gomes, em companhia de mais três profissionais, está desde ontem, na Avenida Santos Dumont, com escritório de advocacia.

Presença Atendendo a convite do presidente da Fiec, Beto Studart, o presidente nacional da CNI, Robson Andrade, participa, hoje, da abertura da Brasil Stone, a maior feira de granito e mármores do País.

Desaforo O vereador Guilherme Sampaio (PT) elogiou a gestão de Camilo mas sobre o apoio dele ao senador Tasso para presidente, disparou; “Se ele quer sair, saia. O PT não é partido para ser usado!”

Usando e abusando Ilustre vereador, uma perguntinha inocente. Não é o contrário não? A impressão que se tem é que o PT explora como minerador o mapa estadual, usando e abusando da paciência do “Camilão”.

Eficiência Como relatora das Contas do Governo do Estado no TCE, a conselheira Patrícia Saboya diz que o secretário Mauro Filho “construiu formato que ajudou o Estado a atravessar a crise”.

Incentivos Em Brasília, o Governador voltou a defender a permanência dos incentivos fiscais nos estados, contra os morcegos do Planalto. “Sem incentivos, os estados do Nordeste se tornarão inadimplentes”.

Pódio Na AL, Joaquim Noronha advertiu as autoridades da Segurança Pública: “Cidades com apenas 3 ou 4 policiais são candidatas a figurar no alto do pódio da criminalidade”.

Produtividade Dificuldades em legislar prejudicam a produtividade dos deputados. De 20 projetos aprovados, ontem na AL, 08 são de indicação, que só servem para “engordar” currículos parlamentares.

 

“Não merece um mínimo de compaixão o eleitor que se queixa de ser prejudicado por um político incompetente, que ele próprio elegeu e reelegeu”. Ex-deputado Antonio Câmara, que presidiu a AL-CE.

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