Na Mídia

24/05/2017 - Reformas ou caos

Qualquer pessoa enxerga que somos a nação com maior urgência de reformas. E não se fala apenas nas reformas previdenciária e trabalhista, alvos preferenciais dos adversários do Governo. Se chegamos ao mais doloroso estágio da nossa História, deve-se a repulsa do povo as nossas lideranças políticas. Nem é necessário ser sumidade para entender que não há urgência apenas em mudar a estrutura da Previdência Social, ou do sistema trabalhista. Na imprensa, nos seminários, nos congressos, nas igrejas, nas escolas etc, tem sido insistente o clamor contra a desorganização política, o desmantelamento da educação, o sucateamento quase total da saúde, e a desestabilização galopante da segurança pública. No nosso país, as reformas estruturais postas em prática pelos países desenvolvidos, sem que oportunistas políticos interfiram ou atrapalhem, terminam, via de regra, não passando de “remendos”, tramados em conciliábulos nas caladas da noite. Estamos perenizando um “status quo” que expõe ao mundo a desorganização que nos coloca em níveis inferiores no pódio do desenvolvimento econômico e social. Dois pontos vêm emperrando todas as tentativas de reformas no Brasil: um deles, a maneira como agitadores políticos nela se intrometem, não com objetivos honestos, mas para ganhar votos lutando contra elas. O outro é a falta de consciência dos responsáveis pelo país, de que, sem essas reformas, nenhuma garantia terão as gerações futuras, ameaçadas de herdar uma desorganização que dificilmente conseguirão reverter.

Afastamento O deputado Heitor Férrer defende o afastamento dos secretários Arialdo Pinho (Turismo) e Balhmann (Assuntos Internacionais), até que se esclareçam fatos relacionados à delação de Joesley Batista. Tá no rumo certo.

Não, mas nunca, nunquinha mesmo, o Governo permitirá que auxiliares do primeiro escalão sejam crucificados. Seria admitir que eles compactuaram com o regime de corrupção.

Trincando Na verdade, se algo novo aconteceu na política, foi a decepção do presidente Gaudencio Lucena, ao constatar que ninguém no seu partido aceitará, daqui por diante, decisões impostas de cima para baixo. O PMDB trincou suas bases.

Tudo justo O PMDB não liberou coisa nenhuma. Três dos seus cinco deputados se insurgiram contra o fechamento de questão comandado por Gaudencio Lucena. E essa decisão é da maioria, ouvindo-se a bancada e a executiva.

TCM já era? Apesar da grande resistência da oposição, é tido como certa a extinção do TCM nos próximos dias. O Governo conta com 3/4 dos deputados. É um rolo compressor.

Exibicionismo Do deputado Evandro Leitão: “O “impeachment” do governador Camilo é “um absurdo de quem quer capitalizar ou conquistar holofotes por algo que ainda é investigado”. Quem pediu foi o Capitão Wagner. Isso é com ele…

Na “moita” Meio “na moita”, a CCJ do Senado aprovou a coincidência das eleições, de mandatos de quatro anos e posse de governadores e presidentes nos dias 10/01 e 15/0l. O projeto foi “dele mesmo”, Renan Calheiros, o terrível.

Preocupação Como a coluna destacara antes, a relatoria da LDO ficou com o deputado oposicionista Odilon Aguiar (PMB), causando estranheza no Palácio da Abolição, colhido de surpresa.

As funções públicas não podem ser consideradas como sinais de superioridade, nem como recompensa, mas como deveres públicos. (Robespierre, em 1793).

Fonte: O Estado

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