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23/05/2017 - Deputados pedem impeachment de Camilo Santana e afastamento de 2 secretários

Deputados da oposição protocolaram, na manhã desta terça-feira (23), o pedido de impeachment do governador Camilo Santana (PT). O pedido é baseado na delação premiada de Wesley Batista, na operação Lava-Jato.

O sócio da JBS afirmou que o ex-governador Cid Gomes (PDT) pediu R$ 20 milhões para a campanha de Camilo Santanas nas eleições de 2014. A verba teria sido liberada após o Estado pagar R$ 110 milhões que devia a JBS em créditos tributários.

Além do impeachment, os parlamentares pedirão o afastamento dos secretários do Turismo, Arialdo Pinho, e das Relações Internacionais, Antonio Balman. Os dois também teriam pedido propina à empresa. O pedido foi encaminhado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) há havia dado entrada, na segunda-feira (22), em representação na Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público Estadual e no Ministério Público Federal para destituir os dois de seus cargos.

Assinaram o pedido de impeachment os deputados Capitão Wagner (PR), Odilon Aguiar (PMB), Fernando Pessoa (PR), Leonardo Araújo (PMDB) e Roberto Mesquita (PSD). Agora, é aguardada aprovação do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), da base do Governo.

Acusação negada por Cid

Cid Gomes nega as acusações e diz que irá processar Wesley Batista por difamação. Em entrevista coletiva realizada nessa segunda-feira, o ex-governador confirmou ter se encontrado com o sócio da JBS e que o pagamento dos créditos tributários foi, de fato, efetuado.

No entanto, ele negou que o pagamento tenha sido executado em troca da doação ilegal. “Todas as minhas campanhas ao governo do Estado tiveram suas contas, sem questionamento algum, aprovadas pela Justiça Eleitoral”, destacou Cid.

Nota de Camilo Santana

Em nota, o governador Camilo Santana informou que a ação “tem o objetivo claro de se aproveitar do momento instável vivido pelo país para tentar tirar vantagem política. Isso é oportunismo puro e não vou entrar nesse jogo”, disse.

Em transmissão no Facebook, ele também comentou os conteúdos da delação premiada do empresário Wesley Batista. Ao ser questionado por um seguidor, o governador disse que “é preciso ter maturidade e tranquilidade para que a gente não transforme isso num momento de caos”. Camilo defendeu ainda “que a justiça possa penalizar quem cometeu qualquer ato ilícito, de qualquer partido”.

Fonte: Tribuna do Ceará

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