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22/05/2017 - Cid Gomes processará delator após ser acusado de pedir propina: “nego pela minha índole”

O ex-governador Cid Gomes (PDT) negou as acusações feitas pelo sócio da JBS, Wesley Batista, em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (22).

“Quero negar pela minha índole, pelo meu caráter. Jamais pedi qualquer tipo de beneficio para o que fosse vinculado a favores do governo do estado ou os demais mandatos de prefeito e de deputado, que tive o privilégio de merecer pela vontade do povo cearense”, disse, acrescentando que daria satisfação em respeito ao povo do estado.

Wesley Batista acusou, em delação premiada, o ex-governador e os secretários Arialdo Pinho e Antônio Balhmannde de solicitar R$ 20 milhões para a campanha eleitoral de 2014 no Ceará. Camilo Santana (PT) era o candidato à sucessão de Cid. O ex-governador ressaltou que estava indignado com tais acusações e que processaria Wesley. “Não me resta nenhum outro caminho que não seja processar o delator por calúnia e difamação”.

Ele enfatizou que nenhum incentivo foi dado à empresas no seu governo e que em nenhuma de suas campanhas foi pedido apoio financeiro fora das leis estabelecidas. “Todas as minhas campanhas ao governo do estado tiveram suas contas, sem questionamento algum, aprovadas pela justiça eleitoral”.

Sobre a afirmação do empresário de que o governo estaria devendo dinheiro à JBS, Cid rebateu. “A empresa recebeu em 2011, recebeu em 2012 e recebeu em 2013”, descartando que o período não dizia respeito ao seu governo. Sobre seu governo, afirmou: “Ao cabo do mandato, tudo foi pago. Todos os débitos de todas as empresas foram pagos ao cabo dos dois mandatos. Em 2010, tudo o que tinha de dívida foi pago. Em 2014, tudo foi pago”.

Ação Judicial

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) deu entrada, nesta segunda-feira (22), em representação na Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público Estadual e no Ministério Público Federal pedindo providências para acionar judicialmente e destituir dos seus respectivos cargos os secretários de estado Arialdo Pinho e Antônio Balhmann, após serem citados na delação da JBS por recebimento de propina.

Segundo o depoimento de Wesley Batista, dono do grupo J&F e do frigorífico JBS, Arialdo Pinho, à época chefe da Casa Civil, e o então deputado federal Antônio Balhmann liberaram o pagamento de R$ 110 milhões de créditos de ICMS devidos a JBS em troca do repasse de R$ 20 milhões para a campanha de Camilo Santana, em 2014.

Heitor defende que a conduta dos secretários incorre em improbidade administrativa e corrupção passiva. Atualmente, Arialdo é secretário de Turismo e Balhmann responde pela pasta de Assuntos Internacionais. O parlamentar também apresentou requerimento na Assembleia Legislativa solicitando ao governador Camilo a exoneração dos secretários.

Fonte: Tribuna do Ceará

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