Na Mídia

24/04/2017 - Dívidas e reforma causam tensão na Câmara

Embora distante no calendário e com uma série de pendências para que o quadro de 2018 comece a se desenhar, a sucessão ao governo de Ceará está na agenda dos principais partidos que pretendem concorrer ao comando do Palácio Abolição. Se o governador Camilo Santana evita comentar seu futuro eleitoral, outros prováveis candidatos a sucedê-lo já falam abertamente do interesse, conforme publicou na semana passada o jornal O Estado, ao citar a disposição do PRB, do deputado Ronaldo Martins.

Além disso, outros nomes, como o presidente do senado, Eunício Oliveira (PMDB), nos bastidores, buscam viabilizar uma possível candidatura. O peemedebista é considerado uma das peças-chave para definir o rumo da eleição uma vez que ao entrar na disputa poderia unir as oposições.

O PDT já afirmou que não pretende lançar candidatura própria, pois manterá aliança com o governador Camilo Santana. Enquanto isso, vem realizando encontros regionais para, além de formar uma chapa forte à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, fortalecer o nome do ex-ministro Ciro Gomes na disputa à presidência da República. Mas, isso não impede a legenda de articular com aliados de olho na corrida pelo governo estadual.
“Preparamos uma série de encontros regionais, mantendo a linha do que sempre fazemos de nos reunirmos nos diferentes diretórios regionais na perspectiva de discutirmos a conjuntura nacional, passando pela avaliação da conjuntura estadual e discutirmos, claro, a questão de cada município”, explicou o deputado André Figueiredo, também presidente do PDT.

Serão nove encontros, onde o último ocorrerá em Fortaleza no mês de agosto.
Sem deixar de lembrar da disputa de 2018, Figueiredo disse: “o nosso intuito é termos discussões sendo realizadas e também, claro, alicerçar o partido para o nosso projeto 2018. Teremos de eleger uma grande bancada de deputados estaduais e federais, ajudarmos na reeleição do governador Camilo Santana e também, dentro do nosso grande projeto nacional, termos uma atuação decisiva para que o PDT possa ter na figura do nosso companheiro Ciro Gomes o candidato à presidência da República, para tirarmos o país neste marasmo que aí está”.

O PR também promoveu encontro no final se semana como parte dos preparativos para o pleito do próximo ano. Formação da chapa de deputados estaduais e federais, além da discussão da chapa majoritária, estiveram na pauta da reunião. Segundo o deputado estadual Capitão Wagner, o objetivo é iniciar uma discussão sobre 2018, sobretudo na composição majoritária.

Wagner, que é presidente do PR de Fortaleza, adiantou que a legenda já pensa em nomes a serem apresentados. Inclusive, o próprio deputado é cotado para disputar um cargo na chapa majoritária – governador, vice ou senador. Além disso, de olho na reforma política em tramitação no Congresso, a sigla também se organizar para lançar uma “chapa forte” para disputar uma das vagas na Assembleia e na Câmara Federal. “Teremos uma renovação no Congresso e estamos de olho no pleito da população”, disse.
Já o deputado Heitor Férrer (PSB) afirma que o partido vem trabalhando de olho na corrida eleitoral e ele, particularmente, continua “numa pisada só”. Segundo ele, sua atuação política acaba que trazendo dividendos eleitorais, pois, de acordo com ele, “satisfaz os anseios na condução da política”.

Mais
Quem também quer entrar no páreo o deputado federal Ronaldo Martins, aliado de Camilo Santana. Mas o próprio Martins afirma que, por ora, o partido tem conversado para atender a determinação da direção nacional. Entretanto, qualquer definição só em 2018, após ouvir todo partido. O Psol também está de olho na disputa e pretende lançar um candidato “novo”, de preferência em uma frente de esquerda – assim como fez em 2014.

Fonte: O Estado

Mais na mídia

07/12/2017
07/12/2017
06/12/2017
06/12/2017
veja mais