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11/04/2017 - Oposição cobra retorno da gestão

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Apesar de atuantes nos debates nas comissões técnicas e no Plenário 13 de Maio, os deputados de oposição ao Governo Camilo Santana (PT) na Assembleia Legislativa têm tido pouco retorno do Governo para suas demandas. Segundo reclamações dos próprios opositores, há necessidade de maior apoio por parte da população para que eles obtenham êxito, bem como um auxílio de lideranças políticas para que as denúncias surtam algum efeito concreto.

O deputado Ely Aguiar (PSDC), por exemplo, afirma que a oposição "fica ciscando", mas acaba por não encontrar resposta às demandas que levam à tribuna do Legislativo. Para ele, é necessário apoio dos cearenses para que a bancada fique fortalecida. "Tivemos o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% para o servidor público. A oposição se manifestou, mas não houve mobilização por parte dos servidores, como se eles aceitassem tudo isso".

De 2016 para 2017, o problema dos opositores tomou outras proporções, visto que a bancada perdeu quatro integrantes, sendo três deles do PMDB: Audic Mota, Tomaz Holanda e Agenor Neto, além de João Jaime (DEM). "Não existe compromisso dos deputados e a população não acompanha", reclama.

Capitão Wagner (PR) diz que é preciso reorganização das lideranças de oposição no Ceará. Por isso, tem buscado reunir opositores ao Governo Camilo às terças-feiras para tratarem de pautas em comum. No entanto, ele diz que, mesmo com melhoria na qualidade do debate, o Governo se mantém calado diante dos reclames da bancada. "Muitas vezes, sete ou oito deputados sobem aqui para questionar e o Governo em nenhum momento se posiciona", critica.

Heitor Férrer (PSB), por sua vez, opina que, para a oposição aparecer, os assuntos tratados devem despertar o interesse de seus pares e da opinião pública. Ele lembrou denúncia que fez sobre as tuneladoras adquiridas no Governo Cid Gomes, que foram assunto de reportagem no telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo. "Quando algo repercute na imprensa, o Governo fica preocupado", disse.

Renato Roseno (PSOL), por outro lado, observa que a oposição no Ceará tem agendas distintas, o que muitas vezes faz com que determinado assunto não seja reverberado por outro colega oposicionista, ainda que em quase todas as votações eles votem unidos. "Até sentimos o retorno por parte da população, mas a base do Governo é muito orgânica e acabou se solidificando muito", destacou. Para ele, não é necessária a existência de lideranças na oposição, mas maior aproximação com a população.

Fonte: Diário do Nordeste

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